quarta-feira, 23 de setembro de 2009

as concepções da educação e do currículo definem também os modelos de avaliação a serem adotados.

Em primeiro lugar precisamos entender que avaliação tem que ser entendida como processo e não como produto. Se partirmos desta concepção, boa parte dos problemas que enfrentamos ao avaliarmos alunos e cursos deixará de existir. O aluno precisa saber como, em que momento, e com que objetivo está sendo avaliado, ao longo do processo de aprendizagem.
Assim, pressupomos que avaliação é mais que um conjunto de tarefas focadas num produto final, que seria a nota ou promoção do educando, mas uma tarefa que oferecerá bases para reflexões reorientadoras da aprendizagem dos mesmos, levando em consideração o que se propõe trabalhar, no currículo.
Neste sentido, as concepções de educação e currículo é que definirão e orientarão as escolhas das práticas educativas e avaliativas. “Mas é importante observar que esta ampla definição pode adotar variadas matizes e as mais variadas formas de acordo com as diferentes concepções de aprendizagem que orientam o currículo. Melhor dizendo: segundo o que se entenda por aprender e ensinar, o conceito de currículo varia como também varia a estrutura sobre a qual é organizado”. (Davini, 1994).
Assim, por exemplo, uma concepção de educação mais democrática irá priorizar uma avaliação mais inclusiva, participativa, mediadora, de construção com o coletivo, como as que vivenciamos na EAD, ao passo que, uma concepção mais conservadora priorizará uma avaliação classificatória e excludente, confundindo avaliar com medir, como normalmente temos visto em nossas instituições escolares, principalmente na Educação Básica. Portanto, vemos que as atividades de avaliação nada mais são que o retrato das concepções de educação e currículo que temos, constituindo um meio para a aquisição das competências específicas e transversais nelas expressas.

Foi só uma reflexão...Fica ae uma sementinha;-)
Solange.

Nenhum comentário:

Postar um comentário